Trump não vai gerar “grandes alterações” nos brinquedos

Fonte: Jornal de Negócios

 

Com nove anos, a empresa de brinquedos Science4you registou vendas de 16 milhões de euros no ano passado. As expectativas para 2017 são de crescimento e os EUA vão ser importantes para esse avanço.

 

A Science4you comemorou nove anos no final de Janeiro. Já a entrar na pré-adolescência, a empresa liderada por Miguel Pina Martins fechou o ano de 2016 com vendas na casa dos 16 milhões de euros, um valor que representa um crescimento homólogo acima dos 40%. Para este resultado contribuiu tanto o mercado doméstico como o externo, nomeadamente a China, país que produz uma parte significativa dos brinquedos vendidos na Europa.

“ A China acabou por ser uma surpresa muito grande porque sentimos que está à procura de coisas vindas do Ocidente. A China foi, assim, o nosso segundo maior mercado fora da União Europeia. Este ano [2017] acho que já não vai ser assim. Rússia, Estados Unidos e provavelmente Austrália já serão capazes de ser um bocadinho melhor que a China” afirmou Miguel Pina Martins.

A mudança na administração norte-americana não deverá interferir nas previsões para o mercado norte-americano, onde a Science4you espera conseguir vendas em torno de um milhão de euros.

“Neste momento, ainda ninguém percebeu o que é que se passa, pelo menos no mundo dos brinquedos. Há uma vantagem grande: brinquedos não são uma indústria que exista nos EUA. Isso deixa-nos um bocadinho mais tranquilos”, assume o CEO da empresa. “Neste momento, os EUA são um mercado que tem um potencial muito grande porque estamos com contactos muito interessantes e que esperamos conseguir fechar nos próximos meses. Acho que para o mundo dos brinquedos não haverá grandes alterações. E se houver, poderão ser positivas porque, parece-me, que o grande alvo será a China e isso pode ser positivo para um país como Portugal”, acrescentou.

Para este ano, a Science4you ambiciona atingir vendas em torno dos 23 milhões de euros, acreditando que mais de metade desse valor seja proveniente do mercado externo.

“A Rússia é a novidade para este ano. Em princípio, [entramos] ainda neste primeiro trimestre. Depois temos outros mercados alvo que ainda não conseguimos fechar, como é o caso do México, Coreia do Sul e Japão”, assume o CEO.

 

Leia a entrevista completa no site do Jornal de Negócios.

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